Autobiografia Taciara Szymczak

Nasci em 29 de outubro de 1978 em Santo Augusto, uma pequena cidade interiorana do Rio Grande do Sul. Sou filha de Darci Szymczak e Eloni Duarte Szymczak, meu pai é descendente de poloneses, sendo que seus avós vieram da Polônia em meados de 1890 e minha mãe é descendente de italianos e portugueses. Convivi bastante com meus avós paternos, que moravam ao lado da nossa casa, em meio às conversas em polaco me deliciava com as comidas da vovó Helena e as balas de peixinho. Já meus avós maternos, tenho poucas lembranças, pois faleceram quando eu ainda era criança. Tenho três irmãos: Mauro, Alexandre e Letícia. E uma sobrinha, Tacyana. Cresci nessa pequena cidade, que era muito pacata e nos dava a liberdade de brincar na rua até tarde e sem medo da violência. Fui uma criança tranqüila, mas muito “arteira” adorava ir à casa dos vizinhos fazer minhas travessuras, minha mãe ficava doida. Também era vaidosa, vivia “roubando” as bijuterias e maquiagens da minha tia Marlene para me enfeitar. Brincava muito com meus irmãos e primos/as, que eram um número considerável, já que minha mãe tem doze irmãos. Minha adolescência foi dentro dos “parâmetros normais”: mudanças no corpo e na mente, identificação com os amigos mais próximos, um pouco de rebeldia e muita fantasia. Morei com meus pais até os 15 anos, depois fui estudar em colégio interno (aqueles regidos por freiras) em Ijuí-RS onde fiz o 1º e 2º ano, já no 3º ano fui estudar em Porto Alegre, onde morava meu irmão. Lá fiquei por dois anos, na luta pelo ingresso na faculdade. Finalmente ingressei no curso de Psicologia em 1998. De volta à Ijuí foram longos cinco anos de estudo e auto-conhecimento. Conhecer a si próprio é um processo delicado e que causa muita dor, mas que depois se transforma em algo maior que dá sentido a toda a angústia passada. Bons anos foram aqueles, muitos amigos, festas, estudo, terapia, interpretação e preparação. No último ano de faculdade percebi que a minha vocação era trabalhar com psicologia organizacional, me apaixonei por essa linha de trabalho, bem diferente da área clínica. Dediquei-me ao seu estudo com fervor, afinal era com isso que queria trabalhar depois de formada. E não foi diferente.Meus planos estavam arquitetados, mas como não somos donos do nosso destino, minha vida deu uma reviravolta no final de 2002. Estava prestes a me formar, com idéias fixas de continuar minha vida no RS trabalhando e perto da família. Foi quando conheci uma pessoa maravilhosa, que mudou tudo. Flávio entrou na minha vida como um “furacão”, mexendo com todas as coisas que estavam em ordem, ou, pareciam estar. Nossa história é louca e ao mesmo tempo encantadora, mas ninguém acreditava que ia dar certo, a não ser nós. Por um tempo namoramos à distância, indo e vindo do MS ao RS. Mas a cada dia era mais difícil ficar longe, a distância sufocava. Então resolvi largar tudo e ir embora para o Mato Grosso (como dizem lá), viver esse grande amor. Mudei de cidade, de emprego e de estado civil. Hoje resido em Dourados/MS, a 1000 km de Santo Augusto. Trabalho na Comid Máquinas há dois anos na área que gosto e me identifico: Gestão de Pessoas/Recursos Humanos. Em 2004 continuei meus estudos, fiz Pós-graduação em Gestão de RH. Amo o que eu faço e não me vejo fazendo outra coisa que não isso. Nessa nova vida, muita coisa mudou. Amadureci, tive que aprender a me virar sozinha, a conviver com as diferenças sob o mesmo teto, a respeitar e exigir respeito, a dirigir em estrada, a ter independência financeira e moral e a dividir, sempre. Fiz novos amigos, perdi outros. No entanto, posso dizer que tudo valeu a pena e faria tudo de novo se fosse preciso. Hoje, aos 27 anos, me considero uma pessoa tranqüila e realizada, pessoal e profissionalmente, mas continuo com muitos sonhos e projetos. Um deles é aumentar minha família com filhos (dois ou três) daqui a três anos. Outro desejo é no futuro montar minha Consultoria em RH, mas acho que esse leva mais um bom tempo, pois ainda preciso adquirir experiência. Quanto à minha personalidade, bom... complicado falar da gente, mas vamos lá: posso dizer que tenho personalidade forte e sou transparente, se não gosto não consigo disfarçar. No geral, gosto mais de ouvir do que falar. No relacionamento amoroso tendo a ser dominadora. Gosto de ouvir boa música, preferindo ela à TV; gosto de dançar, de ler assuntos que me interessam, assistir a filmes, em especiais os de guerra e dramas; de cozinhar sem pressa; de estar com amigos, dormir de conchinha. Não gosto de falsidade, de humilhação e da pobreza. Detesto limpar banheiro e carne de carneiro (até rimou!). Se pisam nos meus calos, rodo a baiana e não tenho papas na língua. Gosto de dia de chuva, pra ficar olhando na janela, as gotas a cair. Adoro crianças e cachorros (os pequenos). Ah... já ia esquecendo da coisa que acredito ser a que realmente mais gosto: viajar. Amo conhecer lugares novos, novas culturas, paisagens diferentes, aquela estrada sem fim. Também gosto de escrever, acho que deu pra perceber, né? Vou parar por aqui.

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